quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Dia do Maçom




Dia do Maçom - Camara Municipal de Sto André






Discurso do Ir. Denilson Forato - Dia do Maçom - 21/08/2018


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DISCURSO
DIA DO MAÇOM – CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANDRE
21/08/2018 – 19h
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Santo André Dr.Almir Cicote, Representantes do poder Legislativo, Executivo, Judiciário.
Representantes dos Grão Mestres do: GOSP-GOB, GLESP e GOP
Coligação Maçônica, Meus Irmãos, Senhores e Senhoras:

É com grande satisfação, e com a permissão do Grande Arquiteto do Universo que venho à essa tribuna, nesta noite, memorável,  para dizer algumas palavras sobre esta data, o Dia do Maçom, esse grande e importante construtor social. A origem da Maçonaria perde-se nas brumas do tempo, pois remonta ao berço da sociedade, retorna aos primórdios da civilização. Ela não pertence nenhum país, pois é universal, uma vez que os maçons se reconhecem mutuamente por seus segredos, ao redor do mundo por meio de sua unidade de princípios, imutável no passar dos séculos.
A Maçonaria é a Grande Sociedade Intelectual que todos conhecemos, é uma verdadeira academia de sentido moral, a expandir a mais pura de todas as filosofias. Passou a ser um pequeno mundo ideológico. Fiel às suas finalidades, veio construindo seus Templos até os dias vertentes imbuída dos mais elevados princípios morais e de bons costumes.
Porque o dia 20 de agosto é considerado o Dia do Maçom no Brasil? Em setembro de 1918, o Irmão Antenor de Campos Moura, então Venerável da Loja “Fraternidade de Santos”, propunha ao Grande Oriente do Brasil a instituição do “Dia do Maçom”, que seria comemorado não só como um dia de festa, mas também como um dia de beneficência e de caridade. Foi aceito. Esta data consta do art.134 da Constituição do Grande Oriente do Brasil, ordenando feriado maçônico e a comemoração da data no dia 20 de agosto como  O Dia do Maçom.
Vou lhes contar um pouco da história do Brasil. Em 20 de agosto de 1822, uma terça-feira, na rua pedreira da gloria, centro,sob o rito Adhoniramita,  nesta, foi convocada uma reunião extraordinária do Grande Oriente do Brasil por Joaquim Gonçalves Lêdo , em face da ausência de José Bonifácio, Grão-Mestre que se encontrava viajando a mando da coroa . Gonçalves Ledo seu substituto hierárquico na maçonaria brasileira, profere um eloquente discurso, onde era 1º Grande Vigilante. Expondo aos maçons presentes à necessidade de ser imediatamente proclamada a Independência do Brasil, devido a uma proeminente invasão portuguesa e retorno à condição de colônia. Por causa do discurso proferido, a proposta foi votada e aprovada por todos os presentes. A cópia da ata dessa reunião foi encaminhada imediatamente a D. Pedro I que se encontrava também viajando à São Paulo, e, recebeu tal decisão às margens do riacho do Ipiranga em 7 de setembro, ocasião que o Imperador, irado com os acontecimentos, proclamou a Independência do Brasil por encontrar respaldo e mesmo determinação da maçonaria brasileira. Dando assim a sequencia histórica que todos nós já conhecemos.
Meus Irmãos e amigos; Hoje os  tempos são outros. A dinâmica da vida, a busca incessante do vil metal e a velocidade dos acontecimentos  corriqueiros, são tão intensos que às vezes perdemos a dimensão e o foco nas lutas que devemos priorizar em nosso dia-a-dia.
Como instrumento de mudança de todas essas imperfeições que carregamos, encontramos na maçonaria uma escola de sabedoria e de fé, que nos ensina que o ideal está acima do homem e a humanidade acima do indivíduo. E a sua filosofia, fundamentos símbolos e práticas, nos dá o suporte para a nossa contínua correção a fim de promover, a grande história do presente e do futuro, que é a autoedificação de uma obra, que precisa ser concluída: o Homem Justo e Perfeito.
Ontem, hoje e amanhã, e em todos os dias que contemplamos a natureza e percebemos a face de Deus (G.’.A.’.D.’.U.’.), será o Dia do Maçom e das causas que nos inquietam e precisam da nossa atitude como instrumento de transformação.
A sociedade somos nós, como se diz no nosso Hino.” Maçons, alerta!
Tende firmeza! Vingai direitos Da natureza!
Façamos todos os dias a nossa parte como bons Maçons, meus amados Irmãos.
Parabéns a todos os Maçons e à família Maçônica espalhada pelo Universo.
Muito obrigado.   
Ir.Denilson Forato – M.I. 33

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Venerável ruim,Loja ruim e Irmãos insatisfeitos.

 

Antes de mais, importa esclarecer que o cargo de V:. M:. não deve ser encarado como um passo inevitável no percurso de um maçom.
Pretendo com isto dizer que, eventualmente, nem todos os maçons chegarão a ser VV:. MM:., já que o critério de escolha deve ser o da capacidade e competência e nunca o da antiguidade ou outros critérios usados em muitas Lojas por ai.

Anualmente ou bianualmente é eleito pelos  UM de seus pares um novo Venerável Mestre que, entusiasmado pelo cargo, cheio de enorme boa vontade e responsabilidade, prepara o seu programa de atividades, nem sempre o conseguindo cumprir com o êxito desejado.
Mas Lojas comentem erros, como a minha cometeu um dia, em atender o pedido do irmão e quase levou a loja à banca rota.
Tornou-se um Venerável imprestável, sem comunicação, Maçom de 2 horas por semana, chegava 1 h antes dos trabalhos e passava tudo a limpo, como se fosse um feitor de obra. Não atendia e nem entendia os irmãos. Foram meses de uma lástima.

Isso pode ser visto através da forma como a Loja evolui ao longo do Veneralato:
• Pelo nível de envolvimento e adesão dos IIr:. às atividades da Loja,
• Pelo nível de indiferença ou ausências às Sessões;
• Pelo nível de não cumprimento de compromissos junto do Tes:.,
• Pela falta de apoio, comprometimento, incompreensão e afastamento de alguns Irmãos.
• Pelo descaso do próprio V:.M:. em suas atribuições,
• Desarmonias, falta de comunicação e outros problemas.
Formalmente falando, o V:. M:. deve ser um homem sensato, de conduta irrepreensível,  sem envolvimento com nada de errado, conduta ilibada, postura exemplar, honesto e exemplo de homem dentro e fora da Maçonaria , com as qualificações para ensinar e para aprender a desempenhar muito bem a sua função.
É preciso iniciar a jornada pela base, pelo estudo, de modo a não nos faltar a paz, o equilíbrio e a tolerância para discernir quem será o melhor candidato.
Um brilhante orador, professor, empresário, médico, juiz ou advogado, nem sempre pode ser qualificado para “guia dos Irmãos” de uma Loja Maçónica.
Ter um nome famoso, riqueza e posição social, dispor de força ou de autoridade, não são qualificações para este fim.
Devemos ter a certeza de que ele possui conhecimentos maçónicos, compreensão e prática da fé raciocinada que deverá utilizar para facilitar a jornada evolutiva de todo o quadro de obreiros da Loja.
Devemos também assegurar-nos de que tem a vontade “correta” para desempenhar este cargo.
A vaidade pode conduzir um homem a considerar-se poderoso e infalível; porém, os mais avisados sabem que na Maçonaria não existem “poderosos e infalíveis” e, sendo uma fraternidade, não há outra Instituição onde melhor se aplique o lema: “liberdade, igualdade, fraternidade”.
Um dos problemas internos das Lojas é que muitos Irmãos mais presunçosos e despreparados, depois de serem exaltados, deixam de estudar, achando que atingiram a “Plenitude Maçônica”.
Estes são os primeiros a tentar encontrar vias rápidas e alternativas para serem candidatos ao cargo de V:.M:., tendo sucesso em Lojas que, sem critérios ou cuidados, promovem a sua eleição, propiciando o desrespeito pelas tradições da Ordem por pura omissão, conivência ou até covardia.
Outras vezes Irmãos, por melindres, intrigas, ou apenas pela satisfação de vaidades pessoais ou birra, indicam candidatos para o “trono de Salomão”, somente em função dos seus relacionamentos.
Estes candidatos, uma vez eleitos e empossados, pouco contribuem para a Ordem Maçónica e/ou para a Loja, tendem a banalizar a ritualística, ou a achar que mudar e inventar futilidades é sinônimo de modernização e inovação.
É necessário que meditem sobre a disciplina que envolve o estudo, a reflexão em torno dos princípios maçónicos, e o empenho responsável de renovação do verdadeiro maçom.
O que devemos fazer para ajudar a impedir o sucesso desses insensatos que faltam à fé jurada?
• Percebendo qual será o seu “programa administrativo ou de trabalho”;
• Vendo o modo como se comportaram nos cargos exercidos nos últimos anos;
• Avaliando se aprenderam a lidar com o diferente;
• Percebendo que grau e que tipo de envolvimento têm com a Loja e com os IIr:..
• Considerando o seu carisma, ou seja, as suas qualidades de liderança.
É imprescindível ter também em consideração aspectos como, o conhecimento doutrinário; se chefia a sua família de forma ajustada; se dispõe de tempo disponível que possa dedicar à Loja e à Ordem, sem com isso prejudicar a sua atividade profissional e familiar, etc.
Quanto mais claramente conseguirmos ver as qualidades do candidato, mais valioso ele se torna para nós.
Somando o conjunto destas e de outras qualidades, podemos avaliar, se no seu conjunto, o candidato reúne o necessário para assumir este desafio.
Uma escolha apressada de alguém desqualificado poderá trazer resultados muitas vezes desastrosos.
Não bastam anos de frequência às reuniões ou a leitura de alguns livros maçônicos, para se dominar o conhecimento exigido.
Para desempenhar este cargo, é preciso estudar.
Única forma de alcançar o conhecimento necessário – porque aprender é, evidentemente, um ato de humildade.
Mas para adquirir sabedoria, é preciso observar.
Só assim conseguiremos, ao invés de colocar o homem no centro de tudo, descobrir o tudo que está no centro do homem.
Para desempenhar este cargo, é preciso também “estarmos envolvidos”; é preciso preocuparmo-nos com os nossos IIr:., com a Loja em si mesma, com a Ordem, etc.
Em resumo, é preciso sentirmos que o nosso percurso está intimamente ligado a todos os que de alguma forma se relacionam, direta ou indiretamente, com a Loja.
Desempenhar as funções de V:. M:. implica  em investir no reforço das suas ligações à Loja e entre eles próprios.
O candidato, quando preparado e com o perfil adequado, pode desempenhar esta missão, conduzindo-a com mãos suficientemente fortes para afagar e aplaudir; sabedoria para ensinar e modéstia para aprender, e por este conhecimento, fazer-se paciente, puro, pacífico e justo; adquirindo a aptidão para reconhecer o seu limitado poder e abundantes erros; a sua capacidade e suas falhas; os seus direitos e deveres; dispor de força para, ciente de tudo isso, libertar-se das paixões humanas e assim adquirir a antevisão e o equilíbrio necessários para se livrar dos obstáculos no seu Veneralato, levando Paz, Amor Fraternal e Progresso à sua Loja.
O V:. M:., escolhido tem que ser um líder agregador que entusiasme os seus Irmãos pela sua dedicação e abnegação à Maçonaria.
Os grandes Mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita benevolência.
Tratam os Ilr:. da forma como desejam ser tratados e ajudam-nos a serem o que são capazes de ser: Filhos amados do Grande Arquiteto do Universo, portanto IRMÃOS.
O V:. M:. precisa compreender que assiste ao outro o direito de ter uma opinião divergente da sua.
Deve procurar criar uma empatia com o crítico, ver o assunto do ponto de vista dele, manifestando entender o seu sentimento.
Sendo todos iguais, ninguém é mais forte ou mais fraco e deixa que perceba isso.
Só assim ele compreenderá que o seu direito de opinar (participar) está a ser respeitado.
Quando um Irmão necessita falar ouve-o; quando acha que vai cair, ampara-o; quando pensa em desistir, estimula-o.
A bondade e a confiança dos seus pares que o elevaram a essa posição de destaque, exige ser usada com sabedoria, aplicando-a no comprometimento da justiça, nunca na causa da opressão.
No desempenho de sua função terá sempre em consideração que ninguém vence sozinho, mas jamais permanecerá ofuscado pelas influências dos que o apoiaram ou se deixará dominar por qualquer tentativa de predominância.
Ele, como V:. M:., é responsável por tudo o que acontecer de certo ou de errado em sua Loja.
Por mais que se queixe da “herança perversa recebida” do seu antecessor; de Iniciações de candidatos mal selecionados, fardos que agora estão a seu cargo; de Irmãos que faltam ao sigilo, à disciplina; da desorganização da Secretaria e da Tesouraria da Loja, que motivam contrariedades, causam prejuízos de ordem moral e monetária de difícil reajustamento.
Perante um cenário destes, deve concentrar-se antes no que tem feito para modificar, agilizar e melhorar este quadro.
A condução de uma Loja dá trabalho, requer paciência, é como se fossemos tecer uma colcha de retalhos, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
Deve ser feita com destreza, dedicação, vontade e habilidade.
Importa também perceber que temos nos nossos Irmãos os reflexos de nós mesmos.
Cabe-nos, por isso mesmo tentar compreendê-los, pela própria consciência, para poder extirpar espinhos, separar as coisas daninhas, ruins, que surgem entre as boas que semeamos no solo bendito do tempo e da vida, já que que se não forem bem cuidadas serão corrompidas.
A atitude do V:. M:. pode ser descrita como um conjunto de diversos aspectos complementares:

• Fraternidade – quando o V:. M:. lança a semente da união.
• Consciência – quando nos convida a analisar os nossos feitos para reconhecer erros cometidos.
• Indulgência – quando aos defeitos alheios pede paciência.
• Amor – quando floresce um sentimento puro de amizade aos olhos de todos.
• Bondade – quando convive com os nossos erros, incompreensões, medos, desânimos, perdoando de boa vontade.
• Justiça – quando deixa que cada um receba segundo os seus atos.
·         Felicidade – quando nos lábios de um Irmão aparecer um sorriso, e outro sorri também, mesmo de coisas pequenas para provar ao mundo que quer oferecer o melhor.
•  Instrutor – quando valoriza a ritualística, o simbolismo, utilizando as Sessões Ordinárias como uma forma objetiva de instruir o Irmão, incentivando o estudo e a discussão de tudo que seja relevante para a Ordem em particular e para a sociedade em geral.
• Maestria – quando estimula os II:. a apresentarem trabalhos de conteúdo, elaborados por eles, e recusa simplesmente cópias retiradas de livros, revistas ou Internet.

Enfim, escolham bem seu próximo Venerável Mestre,ou as vitimas podem ser vocês!

 Ir.Denilson Forato M.I.