quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Colega de Maçonaria

Meus queridos  irmãos, peço que  não se espante ao ler  essa artigo. Pois  vou tratar   de um assunto que me  incomoda   e tenho  certeza que lhes incomoda  também. Quando me refiro a colegas de Maçonaria, me refiro àqueles   que só lhe chama de irmão  dentro da Loja e quando o encontra  na rua ou em outros lugares   nem  olha para você. Falo de um modo geral, inclusive existem “autoridades maçônicas”   que agem  assim com  seus próprios irmãos. Eu tenho  vinte e três  anos de iniciado, já passei por várias Lojas e Potências, exerci cargos de delegado, Grande Secretário, Deputado, Presidente do Conselho Superior da Mútua Maçônica e Conselheiro da Ordem Demolay, fui Venerável  e Fundador de Lojas Maçônicas,  fico observando  tudo  nas reuniões  em Loja.

Muitos dos chamados de irmãos,  chegam em Loja, nem pedem licença  e nem lhe dá boa noite,  mas na hora  da Palavra a Bem da Ordem,  eles se levantam e dão um falso  sorriso  e dizem: “verborragia”  e  senta novamente   no mesmo lugar  como se estivesse sozinho. Esses  colegas de Loja ou Maçonaria, são  aqueles  que prometem muito e dão pouco, falam muito e agem  ao contrario. Já os  poucos  irmãos  de verdade que tem na Maçonaria e tem que ter   mesmo, se não  tornam-se um  fracasso  dentro da mesma, são aqueles  que agem diferente   e  põem em  prática  o que o Ritual ensina . Vai com  seu  sorriso  e alegria sincera  e dizem: boa noite irmão, como vai, tudo bem com o irmão? E se  confraternizam  um com o outro. E se um  dos  irmãos  ficarem sem se ver,  perguntam: como está o irmão que eu não tenho visto, e se for um visitante  fazem  como eu faço, já entram  logo rindo, se cumprimentando,  sem esperar  a mecânica  frase,  seja bem vinda é um prazer   recebê-los  em nossa  Loja.

Estes irmãos de verdade são  prestativos que quando ver o outro  em dificuldade tentam ajudá-los  e visitá-los   quando  precisa.   Eu tenho  meus vinte e três  anos de Maçonaria só recebi  poucas visitas de irmãos na vida,  sem  me avisar e foi de surpresa, como se tivesse  querendo  me pegar no flagra.  Alguns irmãos me visitam, sim tomamos umas cervejas, queimamos alguns “pé de frango” , e damos muitas risadas, mas são poucos, muito poucos!
Hoje  eu sou um Mestre Instalado, já cheguei ao topo da escada de Jacó, e me preparo para não cometer  tantos erros  e saber preparar os “neófitos”. Quando falo de  colegas das Lojas ou Maçonaria, falo também  de muitos Venerável Mestres que  não  tem  vontade e nem condições  de  orientar   seus irmãos de Loja  e terminam  as mesmas  seguindo  os  seus erros. 

Queridos irmãos.  Em minha  opinião,  as Lojas e Maçonaria  de hoje  são como uma  planta frutíferas, que quando dá frutas se transforma em uma  arvore e  produz frutas   de todas espécies. Assim as  Lojas,  os veneráveis mestres, os coordenadores, autoridades maçônicas,  não estão   sabendo  orientar  seus membros   para  serem bons Maçons. E se enchem de colegas de Loja e Maçonaria.  
Que sejamos irmão de verdade, que nos preocupemos uns com os outros, que gostemos mais de nós mesmos, que nos falemos mais, que nos juntemos mais, que nos preocupemos mais, que façamos uma Maçonaria melhor, mais amável, mais justa e perfeita.

Que seja cessada toda inveja, maldade,melindre,fofoca,frescura das Lojas e da Maçonaria.


Denilson Forato M.I.

A Língua Maçonica

Será que o Irmão Denilson Forato vai discorrer sobre o órgão muscular relacionado ao sentido do paladar? Ou língua no sentido de linguagem desenvolvida naturalmente para que homem possa se comunicar com seus semelhantes? Um pouco das duas coisas, apenas uma vez a língua é citada nos graus simbólicos (REAA) e passa despercebido.

Lá trás no nosso início ouvi-se e fala-se uma punição desmedida, algo que teoricamente não teria sentido. Similar como dizer que: vou contar seu dedo e depois cortar sua mão, ora já que vou perder a mão, pouco me importar então perder o dedo dessa mão.
Há muitos detalhes em nossos rituais que só são desvendados pela especulação e cruzamento de instruções aprendidas em outras fontes de conhecimentos. Imaginemos então que perderemos a mão pelo mau uso do dedo. Então a língua que participa na formação dos fonemas da fala pode nos fazer perder a cabeça, assim também uma linguagem inapropriada nos coloca com a cara no chão. Como devemos entender que o momento que nos é permitido usar a língua/linguagem chama-se: Palavra a Bem da Ordem? Nossas manifestações fazem parte do problema ou da solução?

Usamos uma linguagem livre e de bons costumes? Há uma fábula de Esopo (o mesmo do Feixe de Esopo) que nos remete a boas reflexões e nos afasta do perigo de ter o pescoço cortado. A versão abaixo é uma das mais bem elaboradas da fábula Línguas de Esopo, tenha uma boa leitura e uma ótima semana.--Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.

Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:  Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado. Como? perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa? Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra. Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho. Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.

 Meu amo, não vos enganei. A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua, os ensinamentos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo? 

 Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.  É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra. Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.

Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:  Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido.

Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social.  Acaso podeis refutar o que digo? Clareia e adoça tua palavra, para que o teu verbo não acuse nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade. Fala pouco. Pensa muito. Sobretudo, faça o bem. A palavra sem ação não esclarece a ninguém.

Meus Irmão cuidado com a Língua!

Denilson Forato

Os irmãos brigam?

Autor: Ir.'. Denilson Forato
Existe uma sociedade onde as pessoas se tratam por Irmãos. É uma sociedade onde existe o Irmão que raramente aparece, um outro que age mais, outro menos, existe o tímido, o retraído, o mais adiantado, o noviço cheio de sonhos, o comumente exaltado e o de ânimo calmo qual ovelha no pasto. Mas todos eles são Irmãos, e eles se amam em ação; com vontade, sabedoria e inteligência.
Significa que por se autodenominarem Irmãos e se amarem profundamente eles nunca brigam? É claro que não! Estes Irmãos debatem sim! Porque não! Eles podem disputar, afinal são seres humanos inteligentes, livres e de bons costumes. E é regra todos os verdadeiros Irmãos se e se entenderem no plano das idéias! A querela, quando motivada para o bem, para estabelecer limites e promover o progresso é uma atitude positiva - mesmo que os meios não sejam lá muito satisfatórios, os Irmãos que assim agem estão lutando para que prevaleça o bem comum. E ação assim é sinônimo de amor; de amor fraterno. O mesmo amor que grandes iniciados intuíram como a única solução de todos os problemas da humanidade. E toda ação assim dirigida resulta em mudanças com objetivo e não simplesmente mudar pela mudança.
O 'amor ação' não é o 'amor sentimento' com que aquele é normalmente confundido. É o amor alicerçado na vontade. Quando alguém está cheio de intenção, mas não faz o propósito ser acompanhado de ação, obtém resultado nulo. De outra forma, quando este soma intenção e ação, o resultado é aflorar sua vontade. E vontade é sinônimo de amor porque resulta em ação, o 'amor ação'. E assim, vontade é força. E onde existe ação entre seres humanos, encontra-se disputa. É por isto que verdadeiros IIrm\ brigam, mas só o fazem por amor e não por vaidade. Daí a necessidade de equilibrar a vontade com sabedoria e inteligência. Um não existe sem os outros dois.
O destempero entre Irmãos aflora sempre? Não! Os Irmãos convivem em um ambiente com limites claros e definidos, numa sociedade caracterizada por padrões preestabelecidos e onde todos são responsáveis. Na maioria das vezes eles elogiam e apóiam, haja vista o elogio ser uma necessidade essencial nos relacionamentos saudáveis. Os verdadeiros Irmãos desenvolvem a humildade, que é outra expressão do amor, pois significa que são autênticos, sem arrogância, pretensão ou orgulho.
Em seu progresso pessoal desenvolvem autocontrole; sustentam as escolhas que fazem; dão atenção aos seus Irmãos apreciam e incentivam os outros Irmãos; são honestos e livres de engano; visam satisfazer as necessidades dos outros, não fazem necessariamente o que o outro deseja, isto seria escravidão, mas o que o outro Irmãos precisa, o que é convertido em liderança; existe ocasião em que o verdadeiro Irmãos põem de lado sua própria vontade e necessidade apenas para defender um bem maior para seus Irmãos; e acima de tudo, o verdadeiro Irmão perdoa. Mesmo prejudicado o verdadeiro Irmão desiste do ressentimento.
Tudo isto o tempo, o treinamento constante, a convivência freqüente desenvolve nestes que são verdadeiros Irmãos. Explicar isto em palavras é muito difícil, senão impossível, daí a necessidade da convivência freqüente e rotineira.

No passado alguém disse que o G.'.A.'.D.'. U.'. só está onde as pessoas se tratam como Irmãos e se amam uns aos outros. Hoje os verdadeiros Irmãos que praticam o 'amor ação' tudo fazem para que a divindade em cada um esteja presente de fato em todos os momentos de suas vidas. Assim são os verdadeiros Irmãos Maçons.

Irmãos, por que me abandonaste?

 Meus Irmãos:
O assunto que ora abordarei  é uma estória mais poderia ser um caso real e que, cremos, se passa no cotidiano de várias Lojas Maçônicas. Trata-se do abandono, do desprezo e da falta de percepção sobre o próximo, quando o próximo está longe!
Em uma de nossas Lojas aconteceu um fato corriqueiro: um dos Irmãos faltou à sessão. Passou-se o primeiro dia, o segundo e vários outros sem que nenhum irmão houvesse feito uma ligação para saber o que acontecera. Todos estavam absorvidos por suas atividades no mundo não-maçônico e a irmandade esvaiu-se pelo ralo, afinal de contas irmão só é irmão no dia da reunião.
Maçonaria é para voluntários, se ele não veio é porque não quis ou porque estava envolvido em sua atividade profana, diziam uns. Na próxima semana ele virá, diziam os mais otimistas.  Outros, sequer perceberam a falta do “IRMÃO”. O fato é que o Obreiro havia sido submetido a uma cirurgia. Sua família não sabia que tinha que avisar à Loja e as pessoas que o cercavam não sabiam que ele era maçom (para alguns, isso ainda é um segredo a ser guardado a sete chaves).  
Somente sua ausência avisaria que ele não poderia comparecer à sessão, acreditou o moribundo. A ausência cumpriu seu dever. Falou, gritou, berrou, contudo não conseguiu alcançar o duro coração dos irmãos. Ninguém lhe ouviu. Então, reinou silêncio nas colunas e no oriente.
A cirurgia do obreiro não foi um sucesso e ele permaneceu internado no hospital por dias. Recebeu visitas de todos, menos dos “irmãos”. Não sucumbindo à enfermidade partiu para o Oriente eterno. No enterro, todos, menos os “irmãos”. Na missa de sétimo dia, todos, menos os “irmãos”. Dizem que, às vésperas da morte, sussurrou: IRMÃOS, PORQUE ME ABANDONASTES?  
Decerto, se ele fosse obreiro de uma Loja em que todos não apenas se tratassem, mas fossem realmente irmãos, no dia de sua ausência ou no dia seguinte, todos saberiam o motivo de sua falta e o apoiariam. Quem sabe ele estaria vivo. Tratamos-nos por “irmãos” e várias pranchas já foram escritas justificando o termo, contudo, o que sai da boca não entra no coração. Somos experts nos rituais, na legislação e no conhecimento maçônico. Falta-nos, porém, emoção, sensibilidade, solidariedade e fraternidade para com o próximo. Há grande diferença entre tratar “por” irmão e tratar “como” irmão. É mais que semântica.
Precisamos amar mais, viver mais e agir mais para que, num futuro não muito distante, não venhamos a ser  os próximos a dizer: IRMÃOS, PORQUE ME ABANDONASTES? 
Esta é uma bandeira que levanto!  Ajude seu irmãos, fale com seu irmão, procure saber como ele está? ligue, mande e-mail, faça contato!
Pois Somos IRMÃOS de ORDEM!!!!! PENSEM NISSO!!

Denilson Forato M.I.

Viver em grupo

Uma das maiores dificuldades do Ser Humano é Viver em Grupo. Submeter suas vontades e colocar acima de sua individualidade as necessidades da Comunidade.
A Sociedade é individualista e competitiva, desde pequenos somos treinados para a competição, a própria vida é uma competição. Por isso temos uma dificuldade muito grande em vencer o egoísmo, a vaidade e a individualidade, e viver o espírito de grupo.
As religiões, em geral, apresentam compensações divinas e graças que serão alcançadas além da vida terrestre, pela prática do compartilhamento de bens e valores com os necessitados. Existe ainda a ostentação social da generosidade vaidosa, interessada e jactanciosa, que é fruto do jogo político, das relações de poder ou de consciências culpadas.
Os valores apregoados pela Filosofia e a Sociologia, não estão associados a essa vida após a morte ou a um jogo de poder e domínio dos necessitados, nem tal pouco a expiação de consciências sobrecarregadas pelo peso da desigualdade social ou pelo acúmulo de riquezas amealhadas de forma ilícita.
O ideário sociológico apresenta o “espírito de corpo” como uma necessidade real e não somente ideal das sociedades humanas, para os Sociólogos essa necessidade do espírito de grupo é valorizado como algo necessário a própria sobrevivência da raça Humana.
Outra lição sempre ensinada pela Filosofia é a valorização do outro. Numa sociedade individualista e injusta, em que os indivíduos são excluídos sem qualquer análise de suas qualidades, potencialidades ou essências, julgados por fatores efêmeros tais como: raça, credo, escolaridade, posição social, etc., os Homens são levados a compreensão da igualdade e da solidariedade como forma correta de comportamento social. E conscientizados de que todos são iguais e Irmãos, filhos da Terra e elevados pelo “sopro divino”.
Vivemos uma época em que essa valorização do espírito de grupo é subjugada aos orgulhos, as vaidades e ao medo. E esse medo é fruto da insegurança, criada pela exclusão de uma parte significativa do grupo social, através do expurgo material e cultural. Hoje parte da comunidade é vítima do pânico social, que aterroriza o indivíduo e o segrega da vida social.
O trabalho da Sociologia é difícil, nossa tarefa é árdua, essa valorização do grupo, para os Homens, deve ir além da visão religiosa ou de marketing pessoal, ela deve ser fruto da transformação da consciência individual. Somente a transformação da personalidade do indivíduo, poderá desenvolver um processo de crescimento pessoal através da força coletiva, que será capaz de transformar o mundo, emergindo uma nova realidade social que leva o sentido de comunidade a transcender ao individualismo, extraindo o verdadeiro sentido do espírito de grupo: “a Solidariedade Humana”.
 O verdadeiro Ser Social é capaz de sublimar seu orgulho e sua vaidade aos interesses maiores do grupo social no qual está inserido.


Denilson Forato

Frustração em Loja, isso existe,sim!

É muito comum nos darmos conta de como fomos infelizes em  relacionamentos, seja em casa, no trabalho ou em Loja. Por que nos sentirmos culpadas pelos dissabores dessas relações frustradas?  O problema são as expectativas que colocamos sobre as relações quando embarcamos em um empreendimento, achando que vai ser bom pra vida toda. Temos que nos conscientizar de que nem sempre aquela relação foi como esperávamos que fosse. Ai entra o amadurecimento.

Por que tenho que pagar o preço sozinho por tanta frustração? Esta e a conclusão que muitos chegam depois de anos de vida e luta em uma Loja Maçônica . Por que a conta cai sempre do lado mais fraco? A solidão, o choro, a mágoa e as frustrações. Não queremos mais pagar esse preço. Temos que dividir essa conta. Os Irmãos de Loja  também tem que começar a dividir esse prejuízo. Por que essa falta de discernimento sobre o sentimento de algum Irmão afetado? O universo maçônico é bom. Não pode “aquele Irmão” só chegar, bagunçar, e ir embora, como se nada tivesse acontecido.

A verdade é que quando entramos num espiral de paixão (coisa proibida para os Maçons) passamos a não enxergar as coisas como realmente são. Acostumamo-nos até mesmo com os defeitos uns dos outros, e passamos a achar que tudo é normal, até que por fim se torna realmente normal, e já não enxergamos mais aquilo que nos faz infelizes, nos acostumamos com as falhas uns dos outros. Até que em algum momento um dos Irmãos, sente que algo não vai bem e começa a procurar algo de diferente, ai pede seu Quite Placet e vai embora.

Por que não podemos estar sempre alertas, dialogar e tentar encontrar caminhos de mudar aquilo que não vai bem em Loja? Podemos sempre melhorar como seres humanos e Irmãos. Temos que aprender a nos dar o devido respeito. A própria sociedade, cruel, sempre joga a culpa no que “fala” : Ele é sempre a culpado pelos dissabores no relacionamento em Loja, quando não é por ser muito possessivo , é por negligência, falta de atenção e cuidado com os irmãos. Esquece-se que nós Maçons  também  temos nossas carências, nossas necessidades de atenção, somos seres feitos de puro sentimento e nos dedicamos por natureza as pessoas a quem amamos, família e Irmãos. 

Precisamos aprender a nos reeducar e aprender a ter um segundo plano, não se pode jogar uma vida inteira nas mãos de Irmãos que não gostam de você, e não é somente no aspecto financeiro de Loja, não se pode , ser mais um, mais um que paga a Mutua ou o aluguel , mas intelectual e afetivo também. O Respeito a cada Irmão, deve ser levado a sério, pois é humano e não só um nº de CIM.

Nada disto! Precisamos reagir. Vamos rever nossos conceitos, afinal nascemos para a felicidade, e tornar feliz a humanidade. Mas como isso de em Loja não há “clima”? Se em Loja o Irmão é podado, pelos “donos”? Se suas ideias e opiniões não são aceitas? Se o “mimimi” impera?

Conversar é uma saída pratica e leal. Coloque tudo em pratos limpos. 

Muitas Lojas abatem colunas, por causa de Irmãos, já vi isso, já senti isso, já vivi isso!
Então, a deixa fica: Cuide bem do seu Irmão, cuide de suas frustrações, faça-o sentir parte do Loja, faça-o sentir-se bem. Ai não haverá problemas e nem perdas.


Denilson Forato, M.I.   

Palavra de Maçom é uma só!

A “palavra maçônica” é um compromisso de honra efetuado pelo neófito quando tem contacto com os Mistérios da Arte Real. No qual ele se compromete a honrar e dignificar a Maçonaria, bem como em guardar segredo do que vir ou tomar conhecimento em sessão ritualista maçônica.

E como tal, nada mais é importante para o maçom do que respeitar a sua palavra, a sua palavra dada, a sua palavra de honra.
Sendo por isso, que uma das suas obrigações é a de ser um homem de bons costumes. Alguém que é honrado e vive sob bons preceitos morais.
Quando um maçom se compromete com algo, ele o cumpre ou o faz por cumprir, porque é a sua palavra que fica em questão. Se não o fizer, a sua credibilidade perante os seus irmãos e porventura demais profanos, será posta em causa, correndo o sério risco de ficar descredibilizado, e assim não puder viver da forma honrada como assim o deve fazer.
Essa palavra, vale mais que “mil assinaturas”, pois jamais poderá ser rasurada ou apagada. Quando ela é assumida, ela torna-se um compromisso para a vida do maçom. Tanto que a sua palavra deverá ser “eterna e imutável”. Logo será sempre um dever a ser cumprido!
Por isso, um maçom quando assume um compromisso ou quando opina sobre determinado tema ou matéria, tem de ter o cuidado e a parcimónia necessária. Pois com a sua opinião também pode ele, por em causa a Maçonaria na sua generalidade.
Normalmente quando alguém opina publicamente, apenas essa opinião o vincula a ele próprio. Mas em Maçonaria isso é diferente. E diferente porque, quando um maçom opina na via pública, as suas afirmações encontram um eco desproporcionado por vezes em relação ao que afirma. E tudo fruto do que a sua imagem enquanto maçom suscitar. A curiosidade sobre o que se passa no interior da Maçonaria é tão grande por parte dos profanos, que isso origina um excesso de “ruído” que maioritariamente causa um impacto negativo na Ordem em si. E é por isso que um maçom deve ser reservado quanto ao que opina, como opina e onde exerce a sua opinião. Aliás, se existe alguém que falará pela Obediência ou Potência em si, serão apenas os Grão-Mestres , os restantes Irmãos apenas poderão opinar, mas vinculando-se apenas a si próprios nas afirmações proferidas.
Já na vida interna das Obediências Maçônicas, as palavras dos irmãos são muito bem-vindas, isto é, cada um  é livre de opinar sobre o que quiser, respeitando apenas as regras impostas pela Obediência, seja no cumprimento dos Landmarks (no caso de Obediências Regulares) seja no cumprimento do seu Regulamento Geral da Federação e Contituição, além de Atos e Decretos.
Resumindo, o segredo que existe na palavra de um maçom, encontra-se à vista de todos. É apenas se tomar atenção ao que diz e como o diz.


Denilson Forato, M.I.